Um em cada 10 trabalhadores está desempregado no RS; veja dicas para conseguir um emprego

 A cada 10 trabalhadores do Rio Grande do Sul, nove estão desempregados, segundo aponta a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada em Porto Alegre. De acordo com o estudo, a falta de trabalho afeta atualmente 512 mil pessoas no estado, e quem está fora do mercado leva até nove meses para retornar.

Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) José Souza Nosvitz, as crises econômica e política do Brasil são as principais causas deste problema. Há também a questão da falta de qualificação. Todos estes fatores contribuem para o aumento da informalidade.

A coordenadora de relações com o mercado da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Ana Rosa Fischer, ressalta que existem oportunidades. Só na agência do Sine de Porto Alegre, são oferecidas cerca de 3 mil vagas de trabalho diariamente.

"A grande maioria das vagas que a gente tem à disposição não exige experiência, não exige escolaridade acima do nível fundamental e são vagas na área de serviços, como portaria, faxina, vigilância".

Um dos motivos para o desemprego contínuo, conforme Ana, é que em um mercado competitivo, até as vagas com menos exigências são ocupadas por pessoas melhor preparadas e, por isso, outras acabam ficando de fora.

Em contraponto, a última PED realizada no Rio Grande do Sul mostra que o setor de serviços fechou mais vagas do que abriu. Foram 7 mil postos a menos. Por outro lado, setores como a indústria e o comércio cresceram em oportunidades no estado. Em agosto deste ano, a indústria abriu seis mil novas vagas, seguida do comércio com 4 mil e outras 3 mil que vieram ainda da área da construção.

Nosvitz acredita que o cenário do desemprego no país está melhorando, mas ainda devagar. Para ele, o grande problema da retomada do mercado de trabalho é a insegurança política, principalmente com a aproximação das eleições presidenciais de 2018.

 

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