Mais de 150 profissionais do Mais Médicos chegam ao Rio Grande do Sul para suprir demanda em postos

Mais de 150 profissionais do Mais Médicos chegam ao Rio Grande do Sul para suprir demanda em postos

Proposta do programa é reforçar atendimento básico e evitar superlotação de hospitais. Confira a lista das cidades para onde os médicos serão enviados.

 

 O Rio Grande do Sul receberá 153 profissionais para atender no programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, que destina médicos para suprir a demanda de postos de saúde das regiões mais carentes do país. Em Porto Alegre vão ficar 12 desses médicos e mais cinco de um edital extra. Os outros serão distribuídos em 92 cidades estado.

A missão é tentar solucionar a maioria dos casos ainda no posto, além de atuar na prevenção, e dessa forma evitar a superlotação nos hospitais. "Um bom médico de família consegue lidar com 85% a 95% dos problemas, sem necessidade de encaminhamento", diz o coordenador municipal de Atenção Primária de Porto Alegre, Thiago Frank.

A médica Cibelle do Nascimento vem do Paraguai, para trabalhar em uma unidade de saúde no bairro Belém Novo, zona sul da capital. Ela se juntará a uma colega boliviana, também recém-chegada, para atender as cerca de 90 pessoas que procuram o local diariamente.

"A gente trabalha mais com a questão da promoção e prevenção de muitas doenças. Com isso, diminuímos a incidência de muitas enfermidades", diz Cibelle.

A chegada de médicos estrangeiros ainda promove a integração nos postos de saúde. "É uma troca de experiência muito rica, tanto entre a gente tanto pros usuários também", ressalta a coordenadora da unidade de saúde, Gleici de Oliveira.

Ao todo, 1.138 profissionais atuam no estado pelo Mais Médicos. Eles recebem R$ 11,57 mil por mês, mais uma ajuda de custo de R$ 2,75 mil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o programa conta com um total 18.24 mil vagas e está presente em 4.058 municípios brasileiros.

O programa iniciou em 2013 com o ingresso em massa de médicos estrangeiros, em especial vindos de Cuba. Mas agora, 45% dos participantes são brasileiros. É o caso de Kelly Lins, que veio do Acre para um contrato de três anos em Porto Alegre. Ela gostou tanto que cogita renovar. "Eu pretendo ficar aqui, se eu puder renovar mais três anos, eu pretendo ficar. Quero fazer a minha vida aqui em Porto Alegre", ressalta ela.

 

DIVULGAÇÃO : G1

 

Categoria:NOTÍCIAS

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